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Wednesday, 23 May 2018

A World of Strangers



Portrait of two unknow characters by Eustaquio Carrasco


Then, I begged to have no pain.
All of a sudden I had no gain.
The taste of meals,
The breeze on my face,
The necking of your hands,
The touch of your lips,
It was dark and cold.
It was all gone.

I could not stand living that way.
I was to shoot myself but that was in vain.
Soon, an inner force came to light.
I was then introduced to a world of strangers.
Foreigners that came with me from the begining.
I had to interact with those, my friends.
I had to learn from those, my teachers.

There was Bob, for instance, quite and still.
He was the oldest among them. Watching over them all while they all play.
Vincente, a lazy ass. He could berely move.
Daniel, such a dreamer, spaced-out in fantasy.

Luis, a short-tempered one.
One would easily get mad on him for the sake of his rudeness.
Jason, a constant observer, detective-like.
He would not rest till he had found out a meaning to any and every movement detected.

Pedro, such a pervert. Jason was aware of him.
Jason would even close his eyes not to allow him glance at a girl's.

Jane, the only famale character I could see at that point, was a diplomat born.
A balancing point among those clumsy buddies. She loves arts and nature.

Episodes from an underground city under construction.



Sunday, 20 May 2018

Redenção





Vida, que queres agora? Tendes piedade de mim! 
Eu, que a duras penas me esbarro por Tuas paredes inquebrantáveis. 
Eu, que por te desconhecer, te desonro.

Convicto de, por um instante passageiro, ter ouvido de longe a Tua firme e, ao mesmo tempo, suave voz de Sabedoria. Tu, que com um único verbo encheu minha pequenina taça como se atendesse a instantes de secas longínquas.

Agarrarei Teu grande dedo mindinho com força sem igual.
Levanta-me dessa lama grudenta que resiste em ser removida.
Tenho sede de me banhar nas Tuas Bondosas águas eternas.




Tuesday, 3 October 2017

A Arte de Ser Criança



    No Jardim da vida as crianças são as mais belas flores. Elas, sim, são e estão no aqui e agora. Sempre no presente momento, elas vivenciam com cem por cento a alegria e a tristeza, a dor e o prazer. Que saudade de chorar intensamente sem a jaula dos pensamentos alheios. Que saudade de me perder no tempo e espaço da longa gargalhada. Que saudade de errar sem me ferir com a arma letal do auto-julgamento.
    
     Quando criança eu sorria ao errar. Hoje eu lamento só em pensar. Elas, sim, são o que são sem resignarem-se a onde e como estão. Elas não precisam cambiar a todo instante as máscaras da 'identidade'. Elas, sim, são doutoras na arte de perdoar. Hoje eu sou inflamável. Basta tu apontar onde eu errei e logo eu te amaldiçoarei. Quando criança eu não me condicionava a eventos do passado e muito menos do futuro. Hoje não consigo me desvencilhar do ressentimento de quando um conhecido me "deixa no vácuo", de quando sou rejeitado, de quando sou 'magoado'.

      Hoje, aprisionado a acontecimentos futuros, deposito minha felicidade no término do ensino médio, ou da universidade, ou da pós-graduação, ou quando eu passar num concurso público, ou quando eu tiver uma namorada, ou quando eu tiver um carro, ou quando eu fizer aquela tão sonhada viagem, ou quando eu me aposentar. Quando criança não me condicionava ao teu julgar e muito menos a te julgar. Hoje tenho medo de me expressar. Hoje estou fadado a te agradar - são demandas externas de como me comportar.

      Quando criança eu aceitava e amava a todos e todas sem distinção. Hoje só interajo a mesma visão. As crianças são livres e autênticas a todo instante. Porém, vem o adulto no meio do caminho. Que a cada instante a criança que habita em mim possa desabrochar para o jardim da vida.

Wednesday, 16 August 2017

A Caminhada




A caminhada pode parecer escarpada.
A verdade é beleza e a beleza verdade.
Extasiar-me é o que me cabe.
Não fora eu o autor de tais realidades.
Apenas apercebera-me da eternidade.
Não as reclamo para mim,
Mas apresso-me para com ela fluir.
E quando uma chave cair
esforço-me para deixá-la ir.
Porém, seus passos proponho-me sempre seguir. 

Desconectar-se,
Desapegar-se,
Desidentificar-se,
Desapaixonar-se,
Tal é o segredo para libertar-se.

Não caia na tentação de fazer da caminhada um fardo.
Não dê ouvidos ao defunto do passado.
Cada um segue seu próprio ritmo e compasso. 


Sunday, 7 August 2016

Cegueira


















Que cor tem o mundo sem o opaco cinza de meus preconceitos?
Senhor, salvai me deste daltonismo.
Dá-me a glória de ver com a luz do Sol.
Colírio é poder ver a partir de Vosso sagrado farol..

Curai-me, também, desta hipermetropia
Que de perto me impede de enxergar o óbvio
mas que de longe só enxerga honrarias.  

Percebo em mim apego desmedido e egoísmo a transbordar,
Pois o mesmo Deus que cuida de vocês aí 
é o mesmo que cuida de nós cá.
Com uma mente finita pinto a divindade.
Sim. Pinto Deus com meus interesses umbilicais. 

Concede me, Senhor, a espada para transcende-la.
Dissipa de mim a ilusão de acreditar que só existe vida 
e Deus nos arredores em que vivo.
Concede-me olhos para Te ver.
Concede-me ouvidos para Te ouvir.
Concede-me coragem para, acima de todo insonoro barulho, Te seguir.

Monday, 25 July 2016

Ela lá está somente a te guiar



Acordei no meio da escuridão.
Vejo meu reflexo na meio da confusão.
No escuro, me olho no espelho
e logo vem o desespero.

Até quando vou tropeçar?
Até quando vou cair?
Não importa!
Silencia-te!
Avante, continua a seguir.

Mover-se e nunca parar
e o dia nunca haverá de chegar
pois ela lá está somente a te guiar.

Viver e morrer,
morrer e viver,
em nome de quê vale a pena viver?
em nome de quê vale a pena morrer?

Dormir e acordar,
acordar e dormir,
em nome de quê vale a pena acordar?
em nome de quê vale a pena dormir?

Inspirar e expirar,
expirar e inspirar,
em nome de quê vale a pena expirar?
em nome de quê vale a pena inspirar?

Sonhar e viver,
viver e sonhar,
Por favor, nunca pare de dançar.



Saturday, 21 November 2015

O Sabor Amargo





Amargo é recordar tua missão de vida nesse planeta e vê-se apático ante o caos das teias kármicas de tuas ações.

Amargo é o sabor da frustração de ter existido nesse planeta como um parasita, câncer que apenas usufrui dos recursos aqui presentes.

Amargo é o veneno de olhar para trás e enxergar arrependimentos e ressentimentos.

Amargo é a cegueira da aparente lucidez da personalidade que luta para conquistar seus interesses umbilicais.

Amargo é rotular tudo e todos com teus podres preconceitos ao invés de saboreá-los com toda a inocência do momento presente.

Amargo é acordar com a sensação de vazio e deitar com o anseio de teus ácidos desejos.

Amargo é viver enjaulado nas projeções de que tudo e todos competem contra ti.

Amargo é a incapacidade de estar em harmonia contigo mesmo, de fechar os olhos e descansar em paz. 

Amargo é construir tuas relações baseadas nas carências da tua personalidade.

Amargo é ter que orgulhosamente continuar a farsa de uma conduta pois enunciaste algo e te encontras incapaz de voltar atrás no que dissera. 

Amargo é estar constantemente a procura de modelos perfeitos ou ídolos a serem seguidos. Porém, incapaz de ver a si mesmo como próprio modelo ideal ou apto a construir-se a si mesmo.

Amargo é olhar para trás e se dar contar de que não amou.

Ah, se amargo fosse o sabor que sentisses ao agir como esperto, ao tirar proveito de tudo e de todos ao teu redor.

Ah, se a ânsia de vômito te interpelasse só de pensar e agir como espertalhão.