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Sunday, 20 September 2015

Pra quê? Por que?


 















Pressa para terminar a aula,
pra quê?
Libertinagem.
Pressa para chegar em casa,
pra quê?
Ociosidade.
Sono durante a aula,
por que?
Ansiedade.
Indisciplina por toda parte,
por que?
Vagabundagem.
Divagar na virtualidade,
por que?
Autossabotagem.
Criticar sem dó nem piedade,
por que?
Covardia.
Egoísmo.
Vaidade.


Saturday, 12 September 2015

Evoluir


Crescer,
Subir,
Cantarei a ti
Canções de evoluir.

Ascender, 
Progredir,
Soprarei a ti, bambu selvagem, 
Acordes a te afinar.

Cultivar, 
Elevar,
Fertilizarei a ti, bambu selvagem,
Tempero a ti apurar.

Requintar,
Aprimorar,
Moldarei a ti, oco bambu,
Valores a ti sublimar. 
 

Sunday, 25 January 2015

Liberta-te



    Sabe aquele sentimento de entusiasmo que você tem quando está prestes a viajar para algum lugar novo, conhecer pessoas novas, conhecer paisagens novas? É com esse mesmo entusiasmo que tu deves acordar, receber e viver/celebrar cada minuto, cada hora, cada dia que te é dado. A final de contas, as pessoas, as paisagens, a natureza em geral com as quais tu vives não são as mesmas de um minuto atrás. Por que te apegas às aparências, se a vida é movimento?

    Tola ilusão. Cultivai a vida interior. Cultivai o amor. Filha desse constante movimento é a dor. A cada minuto milhares das células do teu corpo morrem. A cada minuto milhares de células nascem em teu corpo. Disse o sábio poeta Shakespeare em O Menestrel que, “depois de algum tempo você aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam”. E mesmo assim tu ainda mantêm impressões vencidas que só te limitam à vida e te aprisionam ao sofrimento. É por isso que tu deve inspirar-se na leveza do ar e na flexibilidade e fluidez da água que se ajusta a cada nova situação que lhe é apresentada.

     Não tenhas medo do movimento, pois ele é inerente à jornada da vida. Esforço-te para abrir mão dos condicionamentos e vícios comportamentais, emocionais e mentais que te aprisionam ao sofrimento. Sim, refiro-me ao entorpecente chamado “projeção”. Apegar-se as aparências (ou ao que é concreto e efêmero) só te trás dor e prazer. Outro poeta sábio disse, “a dor é inevitável o sofrimento é opcional” (Carlos Drummond de Andrade). Na ótica Budista “a dor é veículo de consciência”.

     Por isso, irmão, vossos erros são vossos melhores professores. A gratidão é o sentimento que tu deve cultivar pela oportunidade de cada inspiração e de cada expiração. Procurai expandir tua consciência de que tu é a luz divina. Procurai também refleti-la através de tuas manifestações. Namastê _/|\_

 

Sunday, 11 January 2015

Sobre a nudez



A cada manhã me esforço para andar sem a roupagem da vaidade, do orgulho, da preguiça, da culpa, da angústia, do egoísmo e suas proles.

Sonho com o dia em que mostrar as vergonhas seja, de novo, algo natural. 

Nu, busco banhar minhas vergonhas na luz do sol.
Nu, busco ver tuas vergonhas à luz do sol.

Com a brancura pálida d'morte dos impulsos jubilo-me por entrever a essência do meu ser.

Tire a roupa!

Friday, 1 August 2014

Despir






Despia-te desse orgulho que te corrói,
Despia-te desse ressentimento que te destrói,
Despia-te dessa vaidade que te envenena,
Despia-te dessa toxina que te assassina.

Mergulha-te no teu Ser,
Mergulha-te no teu viver,
Cultivai a vida interior,
Cultivai o amor.  

Thursday, 31 July 2014

Por trás desses olhos





Por trás desses olhos há 
Um ser inocente, imaculado, e curioso, 
Um ser de alegria, de felicidade, de gratidão, e de amor constantes, 
Uma vítima do labirinto interconectado e cambiante, 
Uma vítima do mercado externo bruto, 
Uma vítima de si mesma.

Por trás desses olhos há 
Um ser criminoso, bandido, e corrupto de si mesmo, 
Um ser em tons de preto, de cinza, e de branco, 
Um ser cego, embriagado na avidez de seus anseios, 
Um ser frágil, febril, e estéril, 

Um ser ansioso pelo dia de amanhã, 
Um ser inseguro do teu pensar, 
Um Mestre na arte do autoflagelar-se.

Por trás desses olhos há

Um ser que amanhece que entardece que anoitece,
Uma luz que se desofusca lentamente, 
Uma luz que anseia o caminhar,  
A permanente busca do que transcende a dor e o prazer. 

Por trás desses olhos há um outro você. 

Thursday, 19 June 2014

Euthymia


Here I am.
Gazing at nothing,
But to my self.
Getting rid of all
The body sensations,
I reconnect to my inner self.
Letting go of all
The rational efforts,
I am in peace with myself.
Here I am.
Conscious of the oneness,
I witness, the whole self.